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PDM - discussão pública

Proposta de revisão do PDM de Vila Verde em discussão pública

Participação na discussão pública disponível em https://cityhub.cm-vilaverde.pt/#/discussaopublicapdm/home.  Está em discussão pública a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Verde. Conforme estipula o aviso publicado em Diário da República e aprovado pelo executivo camarário, no período de 50 dias úteis todos os interessados podem apresentar “reclamações, observações ou sugestões sobre a proposta da 2ª revisão do PDM de Vila Verde”.A participação na discussão pública está disponível em https://cityhub.cm-vilaverde.pt/#/discussaopublicapdm/home. A plataforma vai ficar disponível até 11 de março.É necessário efetuar inscrição prévia de utilizador para registo da submissão de participações, em https://cityhub.cm-vilaverde.pt/#/portal/auth/register. Serão também realizadas seis sessões de esclarecimento em diferentes pontos do concelho, procurando envolver todas as freguesias, com o seguinte calendário: *Dia 6, 18h00, auditório JF Ribeira do Neiva, em Duas Igrejas, para:* Ribeira do Neiva Marrancos e Arcozelo*Dia 6, 21h00 - Salão Nobre CMVV, para:* Vila Verde e Barbudo Loureira, Sabariz, Gême, Turiz Esqueiros, Nevogilde e Travassós Pico de Regalados, Gondiães e Mós*Dia 7, 18h00 - sede da JF de Moure, para:* Moure, Lage, Atiães, Freiriz, Dossãos Carreiras S. Miguel e Carreiras S. Tiago Escariz São Mamede e Escariz São Martinho*Dia 7, 21h00 - Escola EB 2,3 Vila de Prado, para:* Vila de Prado, Soutelo Cabanelas, Oleiros, Cervães, Parada de Gatim*Dia 8, 18h00 - sede da JF do Vade, em Penascais, para:* Vade, Aboim da Nóbrega e Gondomar, Prado S. Miguel*Dia 8, 21h00 - sede da JF de Coucieiro, para:* Coucieiro, Lanhas, Ponte SV, Pico S. Cristóvão, Valdreu Oriz Santa Marinha e Oriz S. Miguel UF Valbom S. Pedro, Passô e Valbom S. Martinho UF Sande, Vilarinho, Barros e Gomide Os interessados podem consultar os documentos da proposta da 2.ª revisão do PDM, o parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e outra documentação na plataforma online e também presencialmente na Divisão de Ordenamento do Território da Câmara Municipal de Vila Verde, durante o horário de funcionamento dos serviços.A proposta de novo PDM resulta de um processo de revisão da classificação dos solos desencadeado por imperativo legal e que envolveu mais de duas dezenas de entidades da administração pública.Com o período de discussão pública do documento, a Câmara Municipal de Vila Verde pretende acolher as apreciações particulares dos cidadãos, empresas e outras instituições sobre a adequação da classificação proposta para áreas específicas às expectativas e objetivos sobre as condições de utilização dos terrenos em causa.Deste processo resulta a eliminação da classificação de solos urbanizáveis, passando o PDM a assumir – por imperativo legal – apenas a distinção entre solo urbano (integrando áreas específicas para habitação, atividades económicas e equipamentos) e solo rústico (aglomerado rural - onde será possível construir –, espaços agrícolas e florestais, entre outros).Em termos globais, o atual projeto negociado do PDM contempla uma área edificável que totaliza os 4.322,20 hectares no concelho, que engloba 3.663,73 hectares em solo urbano, aos quais acrescem 576,52 hectares de aglomerados rurais e 82,05 hectares de áreas de edificação dispersa.A área extra com 658,57 hectares de área edificável em zonas rurais resulta de um esforço para reforçar a capacidade construtiva em territórios de maior ruralidade, sem desvirtuar as caraterísticas naturais e identitárias dos espaços em causa.Avaliando somente a evolução dos perímetros urbanos, a atual legislação passou automaticamente a considerar como rural 1525,64 hectares de espaços urbanizáveis do PDM ainda em vigor – aos quais se juntam os 3.212,5 hectares de solo urbanizado desse mesmo PDM.No projeto de PDM em discussão, está consagrada uma área total de 3.664,42 hectares em solo urbano e áreas edificáveis em solo rústico – com edificação em aglomerados rurais e áreas de edificação dispersa. Isto resulta da adequação dos critérios de classificação do solo, no âmbito do Decreto Regulamentar 15/2015, de 19 de agosto (alínea c do nº 3 do artigo 7º).Esta alteração corresponde a áreas onde não acorreu nenhum processo de urbanização ou construção ao longo dos últimos anos – designadamente desde 2014, última revisão do PDM –, provocando a reavaliação das condições de classificação dessas áreas pelas entidades responsáveis pela gestão e classificação dos solos.
29 de Dezembro
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Vila Verde comemora dia especial de valorização da cultura no desenvolvimento do concelho

30 anos de Biblioteca e 20 anos de Boletim Cultural celebrados nos 170 anos do Concelho Vincando a valorização e o reconhecimento da “importância do património cultural na afirmação e desenvolvimento estrutural do concelho”, o Município de Vila Verde assinalou esta terça-feira os aniversários da criação da Biblioteca Municipal Professor Machado Vilela e do lançamento do Boletim Cultural.“É um marco na vida cultural do concelho, que está a comemorar os 170 anos da sua fundação”, afirmou a presidente da Câmara, Júlia Rodrigues Fernandes, destacando “a feliz conjugação da tripla comemoração”, que reforça “a marca identitária do concelho onde a história e o passado consolidam a projeção de um futuro sustentado e com qualidade”.A juntar à celebração dos 30 anos da Biblioteca Municipal, foi apresentada a vigésima edição anual do Boletim Cultural, que desta vez presta homenagem a mais de duas dezenas de autores literários, “do presente e do passado”, com especial ênfase para a poesia.“É um dia de memória, dos que nos precederam e lançaram a semente, e um dia de futuro, com uma nova identidade visual”, afirmou Júlia Rodrigues Fernandes, referindo-se às novas imagens criadas para a Biblioteca e para o Boletim – aos quais apelidou de “pilares e promotores da cultura e do saber no concelho”.O programa comemorativo estendeu-se até noite, culminando com a sessão de declamação de poemas e apresentação do Boletim Cultural, que decorreu no salão nobre do Município.Na Biblioteca, o programa incluiu, durante o dia, a apresentação da obra “Amigos improváveis”, a leitura por Casimira Faria de um conto especialmente concebido para os leitores mais velhos e um encontro aberto à comunidade, reunindo várias gerações. Foi prestada homenagem ao fundador, José da Mota Alves, e inaugurada a exposição “30 anos / 30 autores”.Júlia Rodrigues Fernandes voltou a destacar a importância dos criadores e autores locais, salientando o contributo decisivo de Mota Alves para a concretização do projeto.Ao longo da sessão foi igualmente recordado o papel determinante do patrono Professor Machado Vilela, que em 1986 doou o seu espólio bibliográfico, dando origem ao principal espaço de leitura e cultura do concelho.Durante a sua intervenção a diretora da Biblioteca Municipal, Manuela Barreto Nunes, apresentou a nova imagem institucional da biblioteca e o novo cartão de leitor, sublinhando que esta renovação traduz uma aposta na modernização, na proximidade com os utilizadores e na valorização de um espaço que cruza memória, património e futuro.O fundador José da Mota Alves recordou episódios do processo de criação da biblioteca, que descreveu como um projeto exigente, marcado pelo empenho e resiliência de todos os que contribuíram para a sua concretização. O momento ficou também marcado pelo reencontro das chamadas “meninas da biblioteca”, que participaram ativamente na construção do espaço há 30 anos.Na apresentação pública do Boletim Cultural, nº 20, Fernando Pinheiro assumiu a explanação da obra, coordenada pelo historiador e escritor vilaverdense Aurélio Oliveira. A presidente da Câmara destacou a forte tradição literária de Vila Verde, “terra de muitos autores” e que “valoriza e homenageia os seus talentos”.“Publicar é um ato de coragem e que devemos acarinhar como partilha de conhecimentos e saberes, com impacto determinante no desenvolvimento estrutural e sustentado do território e da população”, apontou Júlia Rodrigues Fernandes, desafiando “autores de todas as idades” para “continuarem a deixar o seu legado como marca identitária do concelho”. 
17 de Dezembro

Eventos

“Feira dos Vinte” na Vila de Prado 2026
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“Feira dos Vinte” na Vila de Prado 2026
Feira dos Vinte regressa à Vila de Prado de 17 a 20 de janeiro de 2026 A centenária Feira dos Vinte, também conhecida como Festa de São Sebastião, regressa à Vila de Prado, no concelho de Vila Verde, entre os dias 17 e 20 de janeiro de 2026, com um programa alargado que alia tradição, gastronomia, feira de gado e animação cultural. Com mais de 700 anos de história, a Feira dos Vinte mantém como principal ex-líbris a venda e troca de gado, sobretudo bovino e cavalar, sendo um dos mais antigos certames do género na região. Ao longo dos séculos, a feira soube adaptar-se aos novos tempos, preservando a sua identidade rural e afirmando-se como um importante ponto de encontro da comunidade e dos visitantes. A edição de 2026 é organizada pela Junta de Freguesia da Vila de Prado, com o apoio do Município de Vila Verde, e apresenta um programa diversificado ao longo de quatro dias, que integra iniciativas culturais, gastronómicas, religiosas e recreativas. O evento arranca no sábado, dia 17, com a abertura oficial da feira e o tradicional desfile de tratores pela Vila de Prado, seguindo-se atividades como a gincana de tratores, batismos a cavalo, a Caminhada dos Vinte, as Cantares de Reis, momentos de convívio ao pôr do sol e espetáculos equestres e musicais. No domingo, dia 18, decorre a exposição de animais, o picadeiro livre e a animação folclórica, com destaque para a tenda de alimentação, onde são servidas as tradicionais Papas à moda dos Vinte. A segunda-feira, dia 19, fica marcada pela Noite das Provas, dedicada à valorização da gastronomia e dos produtos locais, com provas de Papas à moda dos Vinte e de Vinhos Verdes da região, acompanhadas por espetáculo equestre e animação musical. O ponto alto do programa acontece na terça-feira, dia 20 de janeiro, com a realização do Concurso Pecuário, seguido da Missa em honra de São Sebastião, com a tradicional bênção do gado e desfile pelo recinto da feira. O encerramento inclui ainda espetáculos equestres e uma concentração de concertinas. A gastronomia assume, uma vez mais, um papel central, com as Papas à moda dos Vinte como símbolo maior do evento, contando com a colaboração da Confraria Gastronómica das Provas da Feira dos Vinte, entidade dedicada à preservação deste prato tradicional, acompanhado pelo melhor Vinho Verde da região. A Feira dos Vinte afirma-se como um marco identitário da Vila de Prado, promovendo os usos e costumes, o património rural e a cultura popular, atraindo anualmente milhares de visitantes e reforçando a dinâmica cultural e económica do concelho de Vila Verde.  
Data
17 - 20 Jan '26
OFERTA EDUCATIVA 2025/2026 – Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica
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OFERTA EDUCATIVA 2025/2026 – Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica
O Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica, recentemente inaugurado na Vila de Prado, apresentou a sua Oferta Educativa para o ano letivo 2025/2026. O Município de Vila Verde sublinha que este espaço se dedica à preservação, estudo, divulgação e valorização das tradições associadas à produção cerâmica da região, bem como ao património material e imaterial a ela ligado.Localizado no edifício onde outrora funcionaram os antigos Paços do Concelho de Prado, o Centro Interpretativo oferece ao visitante a oportunidade de conhecer as tradicionais “Loiças de Prado” e as caraterísticas mais marcantes da produção cerâmica local, proporcionando ainda a possibilidade de “meter as mãos no barro” e experimentar a roda do oleiro.A nova oferta educativa integra um Caderno de Atividades de acesso livre, concebido como ferramenta pedagógica para professores e educadores. Direcionado a diferentes níveis de ensino – do Pré-Escolar ao Secundário – este programa inclui visitas guiadas, oficinas e ateliês, permitindo aos estudantes uma experiência de aprendizagem que complementa e reforça os conteúdos abordados em sala de aula. O acesso é gratuito, mediante inscrição prévia junto do Serviço Educativo.O Município de Vila Verde pretende, assim, reforçar a ligação entre escola e comunidade, promovendo o contacto direto dos jovens com o património cultural e artístico da região.O Caderno de Atividades encontra-se disponível para consulta em: www.cm-vilaverde.pt/locais/centro-interpretativo-do-artesanato-em-ceramica/
Data
25 Set '25 - 30 Jun '26
A História do “Lenço de Namorados”
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A História do “Lenço de Namorados”
A História do “Lenço de Namorados” É provável que a origem dos "Lenços de Amor" ou "Lenços de Pedido" esteja nos lenços senhoris do séc. XVII - XVIII, adaptados depois pelas mulheres do povo, dando-lhes consequentemente um aspeto característico. Antes de tudo, eles faziam parte integrante do traje feminino da rapariga minhota e tinham uma função fundamentalmente decorativa. Eram lenços geralmente quadrados, de linho ou algodão, bordados segundo o gosto da bordadeira. Mas estes lenços tinham outra função, não menos importante: a conquista do namorado. Eram originariamente bordados pelas meninas da alta sociedade, que frequentavam a escola, e assim possuíam os conhecimentos necessários sobre o ponto de cruz, adquiridos na infância, aquando da confeção do seu marcador ou mapa. A moça, quando estava próxima da idade de casar, confecionava o seu lenço, bordado a partir de um lenço de algodão que adquirira na feira, dos chamados lenços da tropa, ou dum pano de linho fino que porventura possuía. Depois de bordado, o lenço ia ter às mãos do "namorado" ou "conversado" e era em conformidade com a atitude deste, de o usar publicamente ou não, que se decidia o início duma ligação amorosa. Estes lenços carregam consigo, por isso, os sentimentos duma rapariga apaixonada, revelados através de variados símbolos amorosos como a fidelidade, a dedicação, a amizade, e através das suas escritas de amor. Por ser um trabalho minucioso obrigava a bordadeira a passar, durante muitas semanas e mesmo durante meses, os serões, à lareira, na sua confeção. Simultaneamente, esta tradição chegou também à rapariga do campo, que não possuía tanta escolaridade, o que justifica a utilização da linguagem popular e até da pronúncia característica desta região, com os consequentes erros ortográficos, tão típicos nestas obras de arte. Os lenços passaram a apresentar desenhos menos geométricos, de formas mais livres, bem como outros pontos mais fáceis de bordar, cuja aprendizagem passava de mãe para filha. Com estas alterações, outras se impuseram no trabalho decorativo destes lenços: o vermelho e o preto inicial vão dar origem a uma grande quantidade de outras cores de tons muito vivos que retratavam também a alegria da mulher do campo. Os lenços não deixaram porém de ser ainda mais expressivos, acompanhados muitas vezes de quadras de gosto popular dedicadas àquele a quem era dirigida tão grande fantasia: o Amado. Mantendo viva esta tradição, e como forma de valorização deste património que é já um ícone identitário do nosso concelho, as bordadeiras da Aliança Artesanal há três décadas que dão vida e forma a estas mensagens de amor na reprodução destes lenços. Vila Verde… onde o AMOR acontece!
Data
31 Jan - 31 Dez '25

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