Festa das Colheitas abre portas para cinco dias de celebração da terra e das tradições
Atualizado em 08/10/2026




Vila Verde deu início a cinco dias de celebração da agricultura, das tradições e da identidade local, com a abertura oficial da Festa das Colheitas. O evento reúne agricultores, artesãos, produtores, associações, expositores, entidades locais e visitantes, afirmando-se como um dos principais momentos do calendário cultural e agrícola do concelho.
Com 33 freguesias envolvidas, mais de 200 expositores e 41 iniciativas, a Festa das Colheitas valoriza o trabalho da terra, promove os produtos locais e reforça a ligação dos vilaverdenses às suas raízes.
Bênção das colheitas abre cinco dias de celebração
A cerimónia de abertura começou com a bênção das colheitas, pelo Padre Sandro Vasconcelos, num momento simbólico de fé, gratidão e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano.
Na sessão, a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, deu as boas-vindas ao Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, às entidades presentes, aos vereadores e a todos os participantes.
A autarca sublinhou o orgulho do concelho na sua história e nas suas tradições.“Vila Verde sempre se orgulhou da sua tradição”, afirmou, destacando o contributo dos agricultores, artesãos, produtores e de todos os que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem diariamente para o desenvolvimento do concelho.
A música e a cultura popular também marcaram presença, com atuações do grupo ANTIKUA e da Verde Tuna Municipal, numa celebração de forte participação e orgulho local.
Tradições e identidade vilaverdense em destaque
A Festa das Colheitas apresenta-se como uma montra da identidade vilaverdense e da vitalidade de um território que encontra nas suas raízes uma importante fonte de atratividade.
O programa inclui 41 iniciativas distribuídas por diferentes momentos e espaços. Entre as propostas estão o “caurdo”, malhadas, desfolhadas, corridas de cavalos e outras manifestações ligadas ao mundo rural e às tradições minhotas.
A edição deste ano envolve 33 freguesias e mais de 200 expositores, refletindo a dimensão de uma iniciativa que se afirma como espaço de encontro entre a comunidade, os produtores e quem visita o concelho.
“Que estes cinco dias sejam dias de união, de festa e de ponto de encontro”, foi uma das mensagens deixadas durante a cerimónia, num convite à participação de toda a comunidade e das famílias.
Agricultura entre a tradição e o futuro
O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, salientou o papel da Festa das Colheitas na valorização do território e da agricultura. O Ministro classificou o evento como um espaço de encontro e reencontro, defendendo a preservação das raízes aliada à inovação e à preparação do futuro. “Uma longa caminhada começa por um pequeno passo”, afirmou, sublinhando a necessidade de continuar a apoiar a agricultura e todos aqueles que trabalham a terra.
Na sua intervenção, destacou a inovação como instrumento para aumentar a eficiência e reduzir custos, bem como a importância de reforçar o apoio ao setor agrícola, às cooperativas e às diferentes culturas existentes no país. O governante referiu ainda a renovação geracional, a valorização dos agricultores e a segurança alimentar. “O setor da agricultura não é o setor primário, é o primeiro setor”, afirmou, reforçando o seu papel estratégico no desenvolvimento nacional.
A valorização dos produtos agrícolas e das diferentes fileiras produtivas esteve igualmente em destaque, com referências ao vinho, ao azeite e a outras produções que representam uma parte significativa da economia e da identidade rural.
Resiliência das comunidades e ligação às origens
A relevância do mundo rural foi também associada à capacidade de resistência das comunidades. Num território marcado pela emigração, foi lembrado o regresso de muitos emigrantes que escolhem esta época para voltar a Vila Verde e participar nas celebrações, mantendo viva a ligação às suas origens. “Somos resilientes”, foi outra das ideias transmitidas durante a cerimónia, num reconhecimento à capacidade de agricultores e produtores para enfrentar dificuldades e desafios.
A intervenção do Ministro incluiu ainda o reconhecimento do papel dos apoios comunitários e nacionais, nomeadamente através do Programa Operacional Norte, das cooperativas e dos investimentos destinados a reforçar a atratividade e a sustentabilidade dos territórios rurais.
Apoio ao investimento e criação de valor local
Em Vila Verde, esta visão traduz-se também numa estratégia de apoio ao investimento e à criação de novas oportunidades. A autarquia tem procurado facilitar o desenvolvimento de empreendimentos no concelho, apoiando quem escolhe investir e criar valor localmente.
“Temos de ter uma radiografia do concelho”, foi uma das ideias destacadas, numa perspetiva de conhecimento das necessidades e potencialidades do território para responder melhor aos desafios futuros.
Neste contexto, a Festa das Colheitas ultrapassa a dimensão de uma celebração agrícola. É um espaço de partilha, onde tradição e inovação se cruzam, os produtores apresentam o resultado de meses de trabalho e a comunidade se reúne em torno daquilo que a distingue.
Homenagem a José Mota Alves
Um dos momentos mais solenes da cerimónia foi a homenagem a José Mota Alves, distinguido com a Medalha de Honra da Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. A distinção reconhece o percurso dedicado ao território, à agricultura e às suas gentes, bem como os diferentes papéis desempenhados na promoção do mundo rural.
A homenagem foi acompanhada por palavras de reconhecimento pelo amor à terra, pelas raízes e pelo compromisso demonstrado ao longo do seu percurso.
Visivelmente emocionado, José Mota Alves recebeu a distinção “com orgulho e felicidade”, considerando o seu caminho uma verdadeira missão. “A esperança num futuro fez com que desse sentido a tudo o que fiz”, afirmou, defendendo a importância de colocar a experiência e o conhecimento ao serviço do território e das pessoas.
Este momento encerrou uma das partes mais simbólicas da cerimónia, reforçando que construir o futuro passa também por reconhecer quem contribuiu para edificar o presente.
Cinco dias de encontro e celebração
Ao longo dos próximos dias, Vila Verde será ponto de encontro de gerações, saberes, sabores, música e cultura. Agricultores, artesãos, produtores, associações, expositores e visitantes voltam a reunir-se num evento que valoriza as origens do concelho e projeta a sua capacidade de continuar a crescer.
Com 33 freguesias envolvidas, mais de 200 expositores e 41 iniciativas, a Festa das Colheitas afirma-se como uma celebração coletiva de Vila Verde, das suas gentes e de uma identidade construída ao longo de gerações.
Cinco dias para celebrar, reencontrar tradições e mostrar ao país as raízes de Vila Verde.
