Município de Vila Verde

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Boletim Cultural de Vila Verde/nºs 3e4 reeditam ‘Jornadas do Minho’, de D. João de Castro Imprimir e-mail
«Bem-haja os que continuam a manter viva a nossa história, as nossas referências, a nossa tradição, trazida até aos nossos dias pela ‘pena’ de um dos mais ilustres escritores do Minho, D. João de Castro». Foi neste tom que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. António Vilela, lançou os números 3 e 4 do Boletim Cultural de Vila Verde, uma reedição fac-símile das ‘Jornadas do Minho’ de D. João de Castro. Esta noite de sexta-feira, num serão em que o grupo de música tradicional ‘Sinos da Sé de Braga’ animou a Cerimónia com a interpretação musicada de uma das prosas do autor, ficou ainda o registo para a mais perfeita descrição daquele que foi uma figura das letras e da etnografia minhota de há mais de cem anos, D. João de Castro: «o escritor que soube tocar as estrelas para avivar as almas». 
 
A expressão é do Presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde, Dr. João Lobo, que se juntou à Cerimónia, onde não faltaram algumas ilustres figuras das letras, arte e cultura do Concelho e do Minho. A Vereadora da Cultura, Dra Júlia Rodrigues Fernandes, e o coordenador científico dos Boletins de Cultura do município de Vila Verde, Dr. Aurélio Oliveira, foram figuras notadas, assim como o Mestre José Machado, na liderança do grupo de música tradicional ‘Sinos da Sé de Braga’, a quem coube a animação da sessão. Por entre outros ‘ilustres convidados’, onde pontuavam ainda familiares de D. João de Castro, caso do apresentador do livro, o Engº J. de Castro e Mello Trovisqueira. 
 
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Foi ao som do ‘malhão’, da ‘cana verde’ e do ‘carro amaricano’ que abriu a Cerimónia. Uma oportunidade para o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. António Vilela, vincar que a obra de D. João de Castro «continua no ouvido e nas vozes das nossas gentes. Traz até nós momentos únicos da nossa tradição. Acrescenta algo à nossa cultura e foi pessoa que soube atender às nossas raízes». 
O Dr. António Vilela não quis deixar de assinalar a postura da família do «homenageado. Ele merecia esta justa homenagem do Município de Vila Verde, não só pelos 20 anos que cá viveu e pelos relatos que deixou, mas pelo legado assente no relato da nossa história e da nossa tradição». Por isso, vincou «a postura da família, que permitiu o lançamento de uma edição que mais não é que uma justa e digna homenagem a uma das figuras que manteve vivo e actual o nosso património». 
 
Boletim Cultural 
 
Lançados em 2005, por altura da comemoração dos 150 anos da fundação do Concelho de Vila Verde, os Boletins Culturais de Vila Verde têm assumido particular destaque, pela sua incontornável mais-valia histórica e científica, bem como pelo retrato histórico que evidenciam. Neste contexto, o coordenador científico dos boletins culturais de Vila Verde, Dr. Aurélio Oliveira, não esqueceu «a notoriedade que os boletins têm atingido, para além da sua evidente riqueza cultural». 
No caso concreto dos números 4 e 5, agora editados, fez questão de referir que «para além de serem uma reedição fac-símile das ‘Jornadas do Minho’ de D. João de Castro, são uma justa homenagem de Vila Verde ao autor. Era também um homem de Vila Verde, pois viveu cá vinte anos, entre Prado e Pedregais, onde deu a conhecer alguns aspectos importantes da história e etnografia da Região». Sem esquecer que a publicação agora apresentada teve o privilégio de ‘beber’ da obra completa existente na Biblioteca Nacional, deixou claro que «não podia ficar sem reedição». 
Acabaria por revelar que a próxima edição do Boletim Cultural de Vila Verde será publicada a 22 de Maio, versando a figura de Francisco Sá de Miranda. «Promete algumas revelações ainda não conhecidas de Sá de Miranda, coisas inéditas que serão reveladas». 
 
A obra 
 
Coube ao Engº J. de Castro e Mello Trovisqueira, neto de D. João de Castro, promover a apresentação da obra. Começando por sublinhar que, embora vivendo em Lisboa, era um ‘minhoto dos sete costados’, o apresentador lembrou a figura que «amava esta terra». Por entre inúmeras divagações sobre a sua figura e a sua obra, diria, a certa altura, que «refugiado em Prado, não deu descanso à sua pena». 
Na sequência destas palavras, o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde, Dr. João Lobo, acabou por citar a frase mais marcante da noite, ao dizer que «foi o escritor que soube tocar as estrelas para avivar as almas». Disse mesmo que o momento era «também de exaltação. Julgo que o Concelho precisa de exaltar os valores mais fortes da nossa insubstituível e imperdível ‘troncalidade’». 
A sessão terminaria com mais uma interpretação musical da Associação Cultural e Festiva ‘os Sinos da Sé de Braga’, com o ‘Lava … boi lavra’, ‘Regadinho’ e uma interpretação musical inédita de uma letra de D. João de Castro, com adaptação do Dr. Aurélio Oliveira e música do Mestre José Machado. 

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