O artesanato é considerado um processo em que predomina o trabalho
manual, embora, por vezes, seja renovado através do recurso a máquinas
que libertam o artesão das fases mais duras do processo produtivo. A
sua produção, no entanto, nunca é em série, pois esta caracteriza a
técnica dos processos industrializados.
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Lenços de Namorados, bordados e rendas |
O Minho é a região do nosso país mais rica em bordados, que constituem
um trabalho de difícil execução e muito rigoroso que necessita de mãos
hábeis e delicadas.
Lenços de namorados, lençóis, travesseiros, fronhas de almofadas,
toalhas de mesa e rosto e peças de vestuário são de uma beleza
impressionante, tanto pelas cores como pelos motivos decorativos e
bordados.
Com as rendas criam-se produtos de igual qualidade e beleza.
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Casas típicas em miniatura |
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Utilizando a matéria-prima dominante na região para a construção
tradicional, reproduzem-se, em miniatura, a habitação rural típica das
nossas aldeias com a diversidade de características que tem este tipo
de construção. Os espigueiros, o carro de bois, o palheiro e
instrumentos agrícolas, ajudam a recriar o ambiente rural.
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A produção do linho é um processo muito trabalhoso e moroso que passa
por várias etapas: semeado, mondado, regado, arrancado, ripado,
alagado, seco, espadelado, restelado, assedado, fiado, chegando, por
fim, ao tear para serem produzidas as mais variadas peças. Todo este
trabalho é quase sempre feito por mulheres.
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Ainda nas primeiras décadas do século passado, era costume as
adolescentes terem o seu próprio tear, que o pai lhes oferecia para
prepararem o seu enxoval e ajudarem na confecção de peças de utilidade
para a casa.
Peças de bom linho guardavam-se nas arcas: era a limpeza o bragal de
toda a família. Hoje, a confecção das peças mais importantes é confiada
a artesãos que
com a mesma dedicação e habilidade bordam o linho.
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O aproveitamento de tecidos já usados deu origem à tecelagem em trapos
para o fabrico de mantas, passadeiras, tapetes, colchas e almofadas. O
tecido é cortado em tiras estreitas que são unidas com um nó ou
alinhavos simples, formando novelos de cores idênticas. Sendo um tipo
de tecelagem modesto, dá origem a peças que são o resultado de um
trabalho de tear manual muito moroso.
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A madeira sempre foi uma matéria-prima muito utilizada para o fabrico
dos mais diversos produtos, por ser fácil de trabalhar e por existir no
meio rural.
Utilidades domésticas, miniaturas, jugos e cangas de bois, são alguns
dos objectos ainda hoje produzidos. Os brinquedos constituem uma
expressão desta actividade em desenvolvimento.
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Madeira de pinho e vime são as principais matérias-primas utilizadas
por estes artesãos, com as quais produzem utensílios de fins variados:
cestos grosseiros e resistentes para os trabalhos agrícolas e
transporte de mercadorias para a feira, cestaria fina, artigos de
decoração e mobiliário.
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A produção cerâmica, na zona sul do concelho, é conhecida já desde o
séc. XII. Louça, telha e louça preta são algumas das produções já
identificadas.
Hoje, a olaria constitui uma actividade muito importante e é
caracterizada pela sua função utilitária e pela diversidade de formas.
A reprodução de figuras típicas (padre, freira, bispo) e a utilização
dos lenços de namorados, como elementos decorativos, são outras facetas
da actual produção artesanal.
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Elemento indispensável na cultura da região, o instrumento musical está
sempre presente nas mais diversas funções cerimoniais e ambientes
festivos, dos quais as romarias e festas se destacam.
Assim se compreende, ainda hoje, o fabrico artesanal de instrumentos
com características locais, que, pela sua qualidade, são objecto de
grande procura.
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Em manutenção....
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