O concelho de Vila Verde está localizado no distrito de Braga, em pleno coração do Minho.
É limitado a norte pelo concelho de Ponte da Barca, a Oeste pelos de Barcelos e Ponte de Lima, a Este por Terras de Bouro e a Sudeste pelos de Amares e Braga, de que fica separado pelos rios Homem e Cávado, respectivamente. Situa-se a poucas dezenas de quilómetros das praias que se estendem pela orla costeira marítima entre os centros urbanos de Porto e Galiza e fica contíguo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Vila Verde goza de uma excelente localização em termos de acessos aéreos, ferroviários e rodoviários. Com uma área de 228,7 km2, apresenta uma população com cerca de 46 mil habitantes distribuídos por 58 freguesias. Beneficia de um clima temperado agradável, com temperaturas médias anuais de 15º C, sendo o Inverno chuvoso e o Verão quente e seco.

 

O concelho de Vila Verde, pela antiguidade e riqueza cultural, é detentor de um vasto património, traduzido nos vestígios arqueológicos, na arquitetura civil e religiosa, nos conjuntos rurais típicos, nos aspectos etnográficos da cultura popular, no artesanato, na gastronomia tradicional, na paisagem verdejante e nos rios que o atravessam.
As festas e romarias constituem uma das múltiplas expressões da religiosidade dos seus habitantes. Caracterizam-nas as manifestações religiosas e pagãs, que convivem em comunhão e se complementam. Cerca de centena e meia desses eventos festivos e religiosos ocorrem ao longo de todo o ano nas Capelas e Igrejas do concelho e revelam, por si só, a dinâmica e a religiosidade de um povo empenhado em preservar a sua herança cultural e transmitir às novas gerações formas de viver e sentir.

As feiras, de periodicidade semanal, quinzenal, mensal e anual, os eventos culturais e as várias exposições temáticas revelam o forte empenho no desenvolvimento cultural, social e económico da região. O artesanato ocupa cada vez mais um lugar de destaque no município; pela importância económica crescente, pela preservação de técnicas de fabrico ancestrais e pela inovação na conceção de outros produtos.

Os Lenços de Namorados, verdadeiros ex-libris desta terra, os artigos em linho, a tecelagem em trapos, as miniaturas e brinquedos em madeira, as cangas e jugos de bois, os instrumentos musicais, a olaria, a cerâmica pintada à mão e as peças em granito são alguns dos produtos de forte pendor artesanal. O património natural proporciona inúmeras atividades de lazer, das quais se destacam os passeios a pé, passeios de jipe, bicicleta (BTT) e caça.

Os rios Cávado e Homem apresentam excelentes condições para a prática de canoagem e pesca desportiva e existem excelentes praias fluviais nas suas margens. Ao visitar Vila Verde, conviva com as suas gentes, alojando-se no ambiente familiar, nas casas de Turismo no Espaço Rural, e aprecie os saberes e sabores da nossa gastronomia tradicional.

O pudim abade de priscos, do conhecido "Papa dos cozinheiros" - "Abade de Priscos", natural da freguesia de Turiz, que ficou famoso pelos seus dotes culinários, é uma das iguarias que faz parte da nossa herança gastronómica e que deve apreciar.

Se estiver em Vila Verde, o Posto de Turismo de Vila Verde está pronto para o receber e garantir-lhe informação especializada sobre o concelho de Vila Verde.

Existem também outras entidades que lhe poderão prestar informações sobre a região.

Gabinete de Acção e Promoção Turística
Município de Vila Verde

Praça do Município
4730-733 Vila Verde
Telf.: +351 253 310 582
Fax: +351 253 312 036
Email: geral@cm-vilaverde.pt
Web site: www.cm-vilaverde.pt
Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 9H00 às 17H00.
Posto de Turismo de Vila Verde
Praça do Município
4730-733 Vila Verde
Telf.: +351 253 310 582
Fax: +351 253 312 036
Email: posto.turismo@cm-vilaverde.pt
Web site: www.cm-vilaverde.pt
Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 09H00 às 17H00.

Turismo do Porto e Norte de Portugal

Castelo de Santiago da Barra
4900-360 Viana do Castelo
Telf.: +351 258 820 270
Fax: +351 258 829 798
Email: ci.ertn@gmail.com 
Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 9H00 às 12H30 e das 14H00 às 17H30

ATAHCA 

Rua Condestável D. Nuno Álvares Pereira, 
356-358
4730-743 Vila Verde 
Telf.: +351 253 321130 
Fax: + 351 253 323966
Web site: www.atahca.pt
Email: altocavado@mail.telepac.pt
Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 9H00 às 12H30 e das 14H00 às 19H00

Aliança Artesanal

Av. Dr. Bernardo Brito Ferreira
4730-716 Vila Verde
Telf.: +351 253 310 580 / +351 253 322 462
Fax: +351 253 322 462
Web site: http://www.aliancartesanal.pt
Email: aliancaartesanal@gmail.com
Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 9H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00

Adere Minho

Lugar da Cruz
4730-577 Soutelo
Telf.: +351 253 322 895
Fax: +351 253 321 427
Web site: http://www.adereminho.pt
Email: info@adereminho.pt
Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 9H00 às 12.30 e das 14H00 às 17H00.

O atual território de Vila Verde foi constituído, em 24 de Outubro de 1855, com a extinção de outros antigos coutos ou concelhos medievais: Aboim da Nóbrega, Cervães, Larim, Penela, Pico de Regalados, Prado, Valdreu e Vila Chã.
O território de Vila Verde [...] ofereceu sempre condições propícias à instalação de comunidades humanas desde os mais remotos tempos pré-históricos. De facto, nas plataformas montanhosas centrais - Monte do Borrelho, desenvolvem-se extensas chãs onde abundam vestígios da época megalítica, sobretudo na sua forma funerária: as mamoas e antas. Ocupando situações estratégicas privilegiadas numa região potencialmente agrícola pela abundância dos cursos de água, revelam também importantes testemunhos da ocupação desde o período Proto-histórico ao Medieval (S. Julião, Barbudo, Santa Helena, Santo Ilus) numerosos montes e outeiros de média altitude espalhados um pouco por todo o concelho. Nestes "lugares antigos", castros, castelos ou citânias, sítios arqueológicos bem conhecidos das populações, correspondem a uma forma de ocupação específica do Noroeste da Península Ibérica, durante a idade do Ferro.

Muitos destes povoados sobreviveram à chegada dos romanos, encontrando-se em muitos destes vestígios que testemunham a aculturação das populações indígenas, mantendo-se nalguns casos (S. Julião e Barbudo) ocupados até à época medieval. Outros foram abandonados, tendo os seus habitantes sido integrados na organização socio-económica do mundo romano. No ano 173 a.C., as legiões romanas alcançaram pela primeira vez os territórios desconhecidos do Noroeste da Hispânia. Será, no entanto, necessário mais um século para pacificar as aguerridas tribos que ocupavam estes territórios. No concelho de Vila Verde, a presença dos romanos está testemunhada, quer nos castros quer nas terras baixas e associam-se a um dos aspetos mais significativos da romanização: a construção de pontes e estradas. As fundações da Ponte Velha de Goães e Caldelas, os vestígios da via Braga-Tuy, a 4ª do Itinerário de Antonino e os marcos miliários de Prado, constituem os testemunhos mais importantes da presença dos romanos nestas paragens.

No século V da nossa era, povos bárbaros, oriundos da Europa Central, põem fim ao domínio imperial romano no Ocidente, iniciando-se então um novo período na História da Europa, a Idade Média. Os vestígios dessa época traduzem as características históricas dominantes: o estado de guerra generalizada e a insegurança das populações, a sólida implantação do cristianismo e o nascimento das nações europeias. Em Vila Verde, os testemunhos mais antigos deste período, refletindo um empobrecimento da vida material e cultural, surgem-nos essencialmente sob a forma de vestígios de redutos ou povoados fortificados, alguns como exemplos específicos da ocupação medieval - Castelo roqueiro de Aboim da Nóbrega, a atalaia do Borrelho em Dossãos, local fortificado de S. Miguel de Prado -, outros como provável readaptação de castros e castelos - Castelo de Barbudo, Castelo do Monte dos Francos em Rio Mau e Côto dos Mouros em Dossãos ou ainda o Castelo do Vairão, em Gomide. Da fase mais adiantada da Idade Média, tempo em que se desenham já elementos culturais novos a par de uma progressiva abertura sócio-económica, existem numerosos testemunhos monumentais entre pontes, vias, torres e igrejas de traça românica.

O século XVIII, nascido sob o signo da riqueza aparente do ouro do Brasil, manifesta-se em Vila Verde através de uma arquitetura civil e religiosa, de traça por vezes indefinida, que traduz a ostentação e a necessidade de ascensão social características desse tempo. Como exemplos mais significativos da arquitetura barroca encontramos o Solar de Carcavelos, a Casa da Madalena, o Solar de Febros, a Casa de Serrazim ou ainda o Solar do Fundão. Também o grupo escultórico e a Igreja de Soutelo, a Capela de S. Miguel-o-Anjo (Rio Mau) e a Capela de S. Sebastião (Sande), são exemplos da rica produção deste período. Finalmente e do séc. XIX são conhecidos neste concelho mais de cinquenta lugares e/ou elementos rurais com interesse antropológico e etnográfico - conjuntos rurais arcaicos, velhos caminhos, povoamentos de montanha, espigueiros, moinhos, azenhas, eiras, antigas formas de emparcelamento e um "fojo do lobo" em Gondomar. De Bezeguimbra a Aboim, de Mixões da Serra a Casais de Vide, vai toda uma tradição, uma cultura, uma forma de viver que merece ser estudada e visitada.

O atual território de Vila Verde foi constituído, em 24 de Outubro de 1855, com a extinção de outros antigos coutos ou concelhos medievais: Aboim da Nóbrega, Cervães, Larim, Penela, Pico de Regalados, Prado, Valdreu e Vila Chã. Pico de Regalados, primitivamente, foi couto dado por D. Afonso Henriques ao Arcebispo de Braga, D. Paio Mendes. Foi tido como um dos mais antigos e aristocráticos do país. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 13 de Novembro de 1513. Vila Chã e Larim foram os primeiros forais concedidos por D. Afonso III. A Penal, também conhecido por Penela, Portela de Penal ou Portela das Cabras, foi-lhe concedido foral por D. Manuel I, em 6 de Outubro de 1514. Prado recebeu foral de D. Afonso III, concedido em 1260. D. Manuel I confirmá-lo-ia em 1510. Nessa altura, boa parte do território do atual concelho aparece na posse da poderosa família da condessa Mumadona e do seu marido, o conde Hermenegildo Gonçalves. Durante o séc. XI, nota-se no território do atual concelho uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, descendente direta da referida condessa. Até ao séc. XVII, a freguesia de Vila Verde não se distinguiu das outras do concelho a que pertencia. Porém, nos princípios do séc. XVIII, parece que seria já sede do concelho de Vila Chã, com uma importante feira mensal. Desde aí, continuou num progresso contínuo, até que, por ocasião das reformas administrativas de 1855, os antigos municípios foram extintos e unificados sob a designação de Vila Verde.

Textos de Henrique Regalo